«Boa tarde,
Que tal esta imagem do Campo Grande como cartão postal de Lisboa para o turismo? Espere, onde está o monumento? Humm, ali atrás....
Numa zona tão central? Por favor... Com carros da polícia e pessoal da EMEL a passar por eles como nada estivesse errado?
Nem tenho de me esforçar para encontrar estas situações. Basta andar 40 metros em Lisboa.
E para ajudar os pobres condutores ainda se tira "legalmente" passeio aos peões para fazer de estacionamento. Av. do Brasil?
Lá atrás encontra-se um outdoor verde com a palavra "Cumprimos". Cumprimos especificamente o quê Sr. Presidente? Lisboa continua o mesmo caos de sempre. Não existem restrições à entrada de carros na cidade, não existem fiscalizações competentes, não existem alternativas cicláveis significativas no interior da cidade. Não serve de nada fazer uma ou outra ciclovia antes das eleições (sem interface entre elas e que entretanto são invadidas por carros, como a que liga Belém ao Cais do Sodré) e depois "esquecer" tudo de novo.
Sabe qual é a sensação que tenho quando saio do Aeroporto (qual é a capital europeia que não tem metro ou comboio até ao aeroporto?) para as ruas de Lisboa? Parece que cheguei a um país do terceiro mundo. Começo logo por ficar horas numa fila de trânsito num taxi (recuso-me a andar de autocarro com criança de 3 anos e bagagens), quando saio do taxi, tenho de ir pela estrada, porque muito provavelmente o passeio está ocupado por carros ou destruido. Isto com uma criança ao colo e carregando bagagens.
Acha realmente que um turista vai ter uma perspectiva diferente da minha? "Where is the subway? No subway, just take the damn taxi or the little stupid shuttle bus".
Está na hora de tirar a cabeça do chão e da sede de votos e aprender com cidades do primeiro mundo como Londres, Paris, Milão, Amesterdão, Colónia, Estocolmo, Helsínquia e muitas outras mais.
O problema de se viajar é este. Quando se volta aqui a frustração é muito grande...»
Contribuição de um leitor,