Quem faz e quem deixa fazer não tem vergonha na cara?


Lisboa - Av. de Roma
14 Mar 10 - 15h24m
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A senhora idosa que se vê na imagem pode agradecer as dificuldades com que se depara a uma "santa aliança" de três "entidades" que Lisboa bem conhece:
  • As bestas-quadradas que, todos os dias, estacionam impunemente neste passeio (carros, jipes, carrinhas - e até camionetas!).
  • Os fiscais da EMEL e agentes da PM e da PSP, cuja actividade é insuficiente (ou mesmo nula) permitindo a referida impunidade.
  • O idiota-chapado que meteu pilaretes em toda a zona menos ali - o que, por sinal, sucede em vários pontos de Lisboa, "criteriosamente escolhidos", como já tem sido referido e está amplamente documentado.
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NOTA: ao contrário do que se possa pensar (e é dito por um leitor, em comentário), no lugar da pedra arrancada nunca houve nenhum pilarete, como se pode confirmar [aqui]. O que houve - isso sim - foi um pino de plástico que alguém ali colocou e que, durante duas semanas, fez mais pelos direitos dos peões do que uma legião de fiscais - ver [aqui].
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    Passadeiras em Campo de Ourique II

    «Pois é, a tempo das eleições e 2 meses depois de ter começado a ser alcatroado o bairro, Campo de Ourique já tem a QUASE totalidade das passadeiras que tinha há 2 meses.

    Mas não são umas quaisquer passadeiras, não, estas são as dos modelos 2009.
    Versões Ecoponto, versões onde é possível estacionar sem deixar o carro em cima dos riscos, versões timidas que só existem no meio da rua (a mim parece-me que ao ser pintada havia um carro ali estacionado), passadeiras em escada, em cada risco tem a seu estilo, e claro está, a mais importante de todas, a passadeira para todos os condutores sem civismo, e tantos que eles são por estes lados.»
    Contribuição de um leitor

    Depois queixam-se que a empresa dá prejuízo...

    Lisboa, Rua João Villaret - 11 Mar 10
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    A fotografia de cima foi tirada às 13h46m, e a de baixo  mais de 4h depois (às 17h55m). Desengane-se quem pense que «mais vale tarde do que nunca», pois a carrinha da EMEL nem parou - quando o fotógrafo se preparava para tirar uma 3ª foto, já ela tinha desaparecido, ao fundo da rua!

    Ausência de passadeiras em Campo de Ourique

    «Caros Senhores,
    abaixo transcrevo o texto que enviei por correio eletronico no dia 4 de Setembro passado para a Junta de Freguesia de Santo Condestável e para o Dep. de Espaços Publicos da Câmara Municipal de Lisboa.
    Adicionei também uma foto exemplificativa do estado das ruas alcatroadas recentemente em Campo de Ourique:

    "Bom dia Caros Senhores,
    venho por este meio tentar saber junto de vossas Exas. o porque de não terem ainda sido pintadas passadeiras em todas as ruas de Campo de Ourique que foram alcatroadas e nas quais já foram pintados os lugares de estacionamento.
    Há já mais de 3 semanas que a Rua Coelho da Rocha entre a Rua Ferreira Borges e a Sampaio Bruno, por exemplo, não tem uma única passadeira pintada.
    Estando o piso novo e em óptimo estado, os condutores aceleram dentro do bairro colocando em perigo os peões, pois não estão habituados a ver os sinais verticais de passagem de peões."
    Dos primeiros obtive uma resposta que referia "...já alertamos a C.M.L., que é o responsável, que nos informou que irá proceder a sua pintura mas que terá que passar algum tempo enquanto a película superficial do alcatrão não desaparece."

    Dos segundos não houve qualquer resposta e a situação mantêm-se até hoje, tendo algumas ruas já sido alcatroadas há mais de 1 mês.
    Esperando melhor atenção da vossa »
    Contribuição de um leitor

    E 'tá legal!






    Sendo este blogue dedicado à luta contra o uso abusivo dos passeios (nomeadamente, por parte dos automóveis), refere-se também, com frequência, a consequente destruição dos respectivos empedrados.
    Pois bem; o que aqui se mostra é uma situação - no mínimo... - curiosa: o estacionamento neste passeio (na Alameda D. Afonso Henriques) não só é legal, como é pago... A imagem de cima até mostra os risquinhos delimitadores, enquanto na penúltima se pode ver o respectivo parquímetro.
    Tudo isso a dois passos de um parque de estacionamento subterrâneo com 5 pisos, dos quais o 5.º até está encerrado - por motivos evidentes.
    NOTA: a foto de baixo também vem a propósito da duvidosa legalidade da placa branca que "autoriza" o estacionamento em cima do passeio.

    Hospital Amadora-Sintra


    Com os pilaretes arrancados (e como?! Com jipes?!), já é possível estacionar em cima dos passeios e placas - apesar de não faltar estacionamento (gratuito).Quem havia de dizer que não faltam, por ali, vigilantes - e até agentes da DT da PSP!

    Seminário Internacional “A Cidade a Pé” 18 de Março em Aveiro



    A Câmara Municipal de Aveiro promove, no dia 18 de Março, o Seminário Internacional “A Cidade a Pé”, no Centro Cultural e de Congresso de Aveiro, entre as 9.00 e as 18.00.
    O seminário surge no âmbito do Projecto Europeu de Mobilidade Active Access, integrado no programa europeu Intelligent Energy Europe, do qual o Município de Aveiro é um dos 17 parceiros europeus que integram a rede de cidades promotoras de medidas de mobilidade.


    Este evento pretende divulgar e discutir o objectivo principal do Projecto Europeu “Active Access”, que reside na promoção de políticas que aumentem a circulação ciclável e, sobretudo, pedonal nas pequenas deslocações dos cidadãos, ganhando consciência das hipóteses de compras, serviços e lazer na sua vizinhança. Estarão presentes representantes e especialistas dos diversos parceiros europeus.


    O projecto europeu ambiciona conseguir uma redução do consumo de energia e emissões, bem como melhoria na saúde das populações, prosperidade do comércio tradicional e ainda o aumento do sentido de pertença a um lugar, reforçando os laços de vizinhança e implementando a urbanidade.


    O projecto Active Access, tem como parceiros europeus, para além de Aveiro, uma rede constituída pela Universidade de Napier (líder do consórcio) e pelas cidades de Koprivnica na Croácia, L’Aquila em Italia, Szeged na Hungria, a Austrian Mobility Research, o município de Tartu na Estónia, a Agência de Energia de Harguita, o Club de Ciclistas da Hungria, o Centro Nacional de Saúde da Eslovénia, o Instituto Alemão de Assuntos Urbanos, a Agência de Energia Prioriterre de Annecy em França, a Agência de Energia de Ribera em Espanha, Cities 4 Mobility, Universidade de Chipre, Walk 21 e The Association for Urban Transition 
      
    A ficha de inscrição deverá ser enviada para: AA_walking@cm-aveiro.pt
    24-02-2010


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    Segundo o blog World Streets, “Uma ideia tão simples e brilhante...que não há nenhuma cidade neste planeta sobrepovoado - e que tenha orgulho em si mesma - que não esteja a pensar em organizar estes eventos pelo menos uma vez por ano. O verdadeiro génio desta abordagem é que é um evento pouco complicado, fácil de executar e positivo. Para além disso, é altamente inclusivo – afinal de contas, o que pode ser mais inclusivo do que andar a pé - e profundamente ancorado na cultura do lugar. Bravo a Aveiro e a todos os que estão por trás deste projecto”.


    Infelizmente a selvajaria ainda é um problema em Aveiro apesar dos esforços!


    Estacionamento ilegal autorizado

    «Boa tarde,
    situações destas nunca presenciei em nenhum país europeu que visitei, e já foram muitos. Como é possível a própria autarquia disponibilizar de uma forma ilegal, lugares de estacionamento, inventando sinais que legalizam aquilo que é ilegal? Por mais sinais que inventem, o óbvio está lá: eles contradizem e desrespeitam a lei. Vergonhoso. Volto a dizer: nunca vi isto em lado nenhum. Provavelmente no Burkina Farso ou Etiópia, mas aqui??? Ou estaremos ao nível deles? Em falta de civismo, tenho a certeza que estamos.»
    Contribuição de um leitor

    insolitos

    «O estacionamento de automóveis, bem como outros bloqueios do espaço pedonal, em Lisboa, ultrapassa todos os limites do credível.
    É o caso do que aqui se vê, na esquina da rua Chabi Pinheiro com o Campo Pequeno.
    Para que se não possa afirmar que haverá um carro estacionado na passadeira de peões, a autarquia diminuiu a sua largura, apenas junto ao passeio. Ainda andei a examinar o local, não fora tratar-se do resultado de uma qualquer intervenção no asfalto depois de pintado. Mas não, este está incólume e as duas riscas em causa perfeitamente delineadas a acabadas.
    E que faz acabar com a paciência e bonomia de qualquer cidadão que queira caminhar pela cidade!»
    Contribuição de um leitor,

    Afinal...eles andam ai!

    «Como comentário apenas gostaria de referir que esta equipa de bloqueadores tem, na carrinha deles (EMEL), e bem visível para quem vai pagar o dito desbloqueio, os autocolantes do Passeio Livre.
    Talvez andem calados, mas também sofrem nesta cidade e apoiam a causa.
    Cumprimentos»
    Contribuição enviada por e-mail, por um leitor identificado.

    Protesto: PAGO TODOS OS IMPOSTOS A TEMPO E HORAS...

    Exmo. Senhor Passeio Livre

    É com muita satisfação que chego ao mau carro hoje e tenho um autocolante vosso no meu vidro. Achei o máximo e pensei para mim "haja alguém neste país que pense em civismo". Pois é, pena é não colocarem um autocolante desses NAQUELES CARROS QUE BLOQUEIAM MESMO passeios e passadeiras, que não foi de todo, o meu caso!
    Infelizmente estamos num país com poucas condições para quem trabalha honestamente de manhã à noite, num local onde, para se ir de transportes públicos perde 3h diárias, horas essas que, ao ir para o trabalho de carro, as dispende com os filhos, que como sabem vão ser o futuro deste país. País este sem eira nem beira, governado sabe-se lá por quem, e onde a luz ao fundo do túnel já se apagou há muito.
    Prezo muito o vosso trabalho, mas acho que deviam "atacar" a quem de direito, e não quem trabalha, ganha para o dia, paga TODOS OS IMPOSTOS A TEMPO E HORAS, e se rege pela educação e respeito ao próximo, mesmo vivendo num país de 5º mundo sem condições minimas de vida, para quem trabalha arduamente.
    Com isto vos peço, numa próxima vez, coloquem por favor, um autocolante em tons de rosa pois eu destesto amarelo, e já agora tentem pôr uma cola mais soft pois vou me ver grega para tirar aquele post-it inventado sabe Deus por quem.
    Também vos digo que, caso o Sr Passeio Livre, que hoje teve a amabilidade de me colocar este post-it no meu vidro do carro, queira trabalhar a sério, fazer andar o país e sentir-se útil, que me contacte rápidamente porque a minha empresa tem muito serviço para fazer. Caso queira, não sei, continuar, digo eu, a colocar esses autocolantes nos carros que tentam estacionar nesta cidade de forma, a não prejudicar os peões, que o melhor é pôr a mão na consciência e deixar trabalhar quem queira ver este país, à beira mar plantado, evoluir.

    Desde já grata pela vossa atenção
    Com os meus melhores cumprimentos
    Leitora identificada

    precisas mesmo de levar o carro?

    Uma iniciativa (10:10 -  Cortar 10% de emissões ao longo de 2010) está a dar os primeiros passos em Portugal e a acumular os primeiros participantes, inspirada num projecto britânico que está a dar que falar.


    No último post interroga - precisas mesmo de levar o carro?

    No Reino do Absurdo

     Lisboa, Rua da Prata, 20 Jan 10
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    Sim, é verdade! A camioneta que está a estragar o passeio pertence à mesma entidade dos senhores que o estão a compor - a CML! Perante isso, o facto de haver uma senhora que procura uma nesga para passar (enquanto a camioneta manobra!) até acaba por parecer um mero pormenor...

    Teimosia e boas notícias em Oeiras

    Alameda Conde de Oeiras, em Oeiras. Aqui está um resistente, que já tem 5 autocolantes nos vidros laterais e continua teimosamente a estacionar no mesmo sítio, em cima do passeio (apesar dos pilaretes aqui existentes, este ou esta automobilista entra pelo relvado). Este "braço-de-ferro" é comentado entre os moradores da vizinhança: quem é que irá desistir primeiro? Todos estão a torcer pelo(a) colador(a) dos autocolantes.










    A polícia de Oeiras, como de costume, ignora este carro, como ignora todos os carros em cima dos passeios, a menos que seja no bocadinho de passeio mesmo à frente da porta de entrada da esquadra.
    Além de estacionar o carro no passeio, este(a) automobilista deve ser um perigo a conduzir: os 3 autocolantes do vidro do lado do condutor já lhe tiram a visão lateral (designadamente, nos cruzamentos), e mesmo assim ele(a) não os tira...

    Continua no próximo episódio...

    Uma leitora identificada

    Como o mail já tem uns meses ficamos a aguardar notícias do(a) teimosa(o)

    Mas também em Oeiras, há boas notícias no sempre excelente blog A Nossa Terrinha!

    São os carros, as ciclovias, os cocós dos cães.... e já agora também os Segways!

    Está a ser preparado pelo IMTT um Decreto Regulamentar que estabelece um regime experimental de circulação de «Segways» em espaços públicos. Este ante-projecto propõe que os segways sejam obrigados a usar como local primário de circulação os passeios. Foi solicitado à ACA-M que apresentasse o seu contributo.

    Alguns extractos:

    O Segway é um equipamento pertencente a uma classe de veículos que tem recentemente recebido atenção de fabricantes e utentes, em relação à qual só nos últimos anos os diversos estados europeus têm procurado estabelecer regulamentação própria de forma a resolver uma situação de indefinição legal, com consequências negativas na gestão dos sistemas de mobilidade. Esta classe de veículos é conhecida como: Veículo Eléctrico Pessoal ou VEP (Electrical Personal Vehicle).


    A ACA-M concorda portanto com a necessidade de uma regulamentação clara sobre as possibilidades e limites da circulação deste tipo de veículos nos espaços públicos, preenchendo-se o actual vazio legal em Portugal, e considera que é imperioso fazê-lo de forma reflectida e informada, pelo que tem todo o gosto em poder apresentar as suas contribuições. A ACA-M considera que o ante-projecto agora em análise não deve ser elaborado tendo apenas em atenção a necessidade de regulamentação do uso do Segway em espaços públicos, mas antes que deve ser regulamentado o uso dos VEP em geral. No que concerne aos chamados «modos suaves de locomoção», entre os quais os VEP se incluem, o Estado português não regulamentou ainda, ou regulou deficientemente, a utilização de diversos dispositivos com muito maior presença em espaço público urbano e não urbano, como sejam as bicicletas, os triciclos sem motor (como os usados em várias cidades europeias como táxis não motorizados), os patins, os diversos tipos de skateboard, as trotinetes com motor de combustão, motor eléctrico ou sem motor, e as cadeiras de rodas motorizadas.


    Neste sentido, parece-nos que a presente intenção e regulamentação da utilização dos Segway em espaço público constitui uma oportunidade para para rever profundamente o Decreto-Lei 163/2006, de forma a limitar eventuais incompatibilidades legislativas, e lançar as bases para uma alteração profunda do próprio Código da Estrada, de forma a que este reflita os novos paradigmas de mobilidade rodoviária, no sentido de o transformar num Código Regulamentador das Relações entre Diferentes Modos de Locomoção (incluindo-se aqui a definição um "Código da Rua", a exemplo do que acontece noutros países europeus), assente no princípio da hierarquia invertida da responsabilização civil, para uma mais efectiva protecção dos meios de locomoção mais frágeis (peão > veículo de duas rodas sem motor > veículo de duas rodas com motor > veículo de quatro rodas com motor, etc.).








    O ante-projecto em análise evoca a necessidade de regulamentação dos Segways para “promover a crescente sustentabilidade ambiental e a eficiência energética das deslocações em meio urbano”. Neste âmbito, a ACA-M alerta para a falácia envolvida neste tipo de argumentação (conhecida internacionalmente como «greenwash»). Consideramos ser necessário, antes de mais, um maior incentivo à pedonalidade em meio urbano, essa sim, o meio de transporte ambientalmente mais sustentável. Um outro meio de transporte com reconhecidas vantagens e potencialidades, particularmente em meio urbano, é a bicicleta, e os problemas inerentes à regulamentação da sua circulação em espaço público não estão ainda solucionados em Portugal. Neste sentido, insistimos que se deverá aproveitar esta ocasião para reavaliar uma vez mais todo o Código da Estrada, colocando a pedonalidade como critério central, tomando especial atenção a outros meios de transporte efectivamente alternativos ao automóvel. De uma vez por todas, tem de ficar claro que, ao contrário do que se pensava no século XIX e em boa parte do século XX, o transporte individual não é um sinónimo absoluto de progresso e bem-estar da sociedade. É pois essencial, do ponto de vista ambiental, da qualidade de vida e da segurança dos cidadãos tomar medidas que devolvam o espaço urbano ao peão.
    (...)
    A ACA-M considera que, tendo em conta o panorama actual das condições do espaço público e da rede viária em Portugal, em particular em meio urbano, a utilização destes «dispositivos de auxílio à mobilidade», sejam os Segways, sejam outros VEP, vem levantar inúmeros e sérios problemas à segurança dos utentes mais frágeis - os peões - e até dos próprios utilizadores de VEPs, sobretudo se o local de circulação for o passeio.


    Tal como a autorização do uso das bicicletas nos passeios, colocar um equipamento motorizado sobre os passeios é transformar o VEP, de um meio de transporte eventualmente sustentável, num possível predador de um outro meio ainda mais sustentável, mais vulnerável, em declínio de utilização e ao qual todas as políticas nacionais e europeias recomendam especial protecção e encorajamento em meios urbanos nas próximas décadas - o peão.
    (...)
    Neste contexto, o surgimento deste ante-projecto não constitui uma surpresa: argumentar que é perigoso o uso do Segways ou de outros VEPs nas vias de circulação motorizada e considerar ser mais seguro o seu uso nos passeios é um raciocínio esperado num país com um forte paradigma motorizado entre os decisores, onde desponta uma cândida atracção pela inovação dita "sustentável" (o referido «greenwash»), com fraca consciência holística dos problemas da mobilidade urbana (urbanidade, civilidade, acessibilidade, obesidade, velocidade, etc.), e com fraca ou inexistente defesa cívica da pedonalidade.

    Para saber mais:

    uma mãe e um vídeo


    Boa noite
    Como mãe e cuidadora de uma criança com Paralisia Cerebral sinto no corpo (literalmente!) o peso da cadeira de rodas, todos os dias, em qualquer lado... As nossas cidades, vilas e aldeias não são acessíveis como deveriam (abro a excepção à cidade de Braga, em que podemos passear sem grande esforço) e quando nos deparamos com estas situações só nos dá vontade de fazer qualquer coisa de muito drástica para chamar a atenção dos automobilistas "prevaricadores"!
    Confesso que numa situação específica (e isto não é para ser tido como exemplo!!!!) em que a condutora estava parada em cima do passeio, com lugares de estacionamento vagos no outro lado da rua (a 4 mts de distância), esperei que ela olhasse para mim e para o meu filho e actuasse conforme esperado... Como não o fez, "passei-me" e sempre a resmungar, passei no espaço que restava e o carro ficou com um risco. Parei, olhei para ela e perguntei-lhe se queria sair do carro e chamar a Polícia. Ela não saiu e acenou "não"... Espero que tenha aprendido a lição... mas era escusado, até porque podia ter-me saído caro a mim!
    Com isto peço-vos que me enviem os vossos autocolantes assim como os dados para pagamento dos mesmos,
    Obrigada,

    Leitora identificada
    .

    ....e por falar novamente em Paralisia Cerebral ver por favor este excelente programa sobre assunto! Se estaciona no passeio perceberá melhor uma das razões porque levam alguns de nós a usar autocolantes.

    Postal de Lisboa

    «Boa tarde,
    Que tal esta imagem do Campo Grande como cartão postal de Lisboa para o turismo? Espere, onde está o monumento? Humm, ali atrás....
    Numa zona tão central? Por favor... Com carros da polícia e pessoal da EMEL a passar por eles como nada estivesse errado?
    Nem tenho de me esforçar para encontrar estas situações. Basta andar 40 metros em Lisboa.
    E para ajudar os pobres condutores ainda se tira "legalmente" passeio aos peões para fazer de estacionamento. Av. do Brasil?
    Lá atrás encontra-se um outdoor verde com a palavra "Cumprimos". Cumprimos especificamente o quê Sr. Presidente? Lisboa continua o mesmo caos de sempre. Não existem restrições à entrada de carros na cidade, não existem fiscalizações competentes, não existem alternativas cicláveis significativas no interior da cidade. Não serve de nada fazer uma ou outra ciclovia antes das eleições (sem interface entre elas e que entretanto são invadidas por carros, como a que liga Belém ao Cais do Sodré) e depois "esquecer" tudo de novo.
    Sabe qual é a sensação que tenho quando saio do Aeroporto (qual é a capital europeia que não tem metro ou comboio até ao aeroporto?) para as ruas de Lisboa? Parece que cheguei a um país do terceiro mundo. Começo logo por ficar horas numa fila de trânsito num taxi (recuso-me a andar de autocarro com criança de 3 anos e bagagens), quando saio do taxi, tenho de ir pela estrada, porque muito provavelmente o passeio está ocupado por carros ou destruido. Isto com uma criança ao colo e carregando bagagens.
    Acha realmente que um turista vai ter uma perspectiva diferente da minha? "Where is the subway? No subway, just take the damn taxi or the little stupid shuttle bus".
    Está na hora de tirar a cabeça do chão e da sede de votos e aprender com cidades do primeiro mundo como Londres, Paris, Milão, Amesterdão, Colónia, Estocolmo, Helsínquia e muitas outras mais.
    O problema de se viajar é este. Quando se volta aqui a frustração é muito grande...»
    Contribuição de um leitor,

    Espantoso, não é?

    «É com muito gosto que pela primeira vez me dirigo a si.
    Sou um 100% apoiante da sua (nossa) causa e vou por isso começar a descarregar a minha " raiva" pela inexistência de respito pelos outros e pela postura "lassez faire lasser passez" que as nossas autoridades demonstram.
    Penso que muitos dos que aqui deixam o seu contributo sonham em ser um dia polícia de transito......
    Bom aqui vai o meu primeiro flagrante ...
    «Faro (junto à Assoc. de paralesia cerebral) e reparem bem....
    1-Carro com 4 rodas em cima do passeio;
    2-Em frente à passadeira;
    3-Junto a um edifício com mais de centena de deficientes;
    4-Matricula francesa (só pela curiosidade);
    e
    5-Atenção.....Ele também é deficiente (tem um dístico no vidro da frente).
    Espantoso não é?»
    E-mail enviado ao PL

    de lamentar

    Há cerca de um mês, denunciou-se [aqui] a forma perfeitamente absurda como foram concebidas as recentes "coimas amarelas" da EMEL - nomeadamente as instruções para o respectivo pagamento, que não permitem o uso do MB, "convidando" o infractor a deslocar-se à sede da empresa - o que, evidentemente, poucos farão.
    .
    Como não podia deixar de ser, em consequência de tanta incompetência, o descrédito é total, pelo que não falta quem, ostensivamente, atire os avisos para o chão, na certeza da impunidade, como se documenta no referido post.
     
    Esta foto mostra, em 1.º plano, um outro aspecto da mesma realidade, que se pode ver com frequência em Lisboa: um condutor faz gala do seu desprezo pela lei, exibindo o papelinho no pára-brisas, a esvoaçar, até ele desaparecer nos ares...

    De saudar


    Como se sabe, esta gente das carrinhas e das camionetas costuma dizer «Estou a trabalhar!» - pretendendo, com isso, reivindicar uma superioridade de direitos sobre os outros condutores, nomeadamente no que toca ao estacionamento selvagem. Infelizmente, as entidades policiais e fiscalizadoras parecem, as mais das vezes, aceitar tacitamente essa justificação, pelo que são extremamente raras situações como a que aqui se vê - e se saúda!

    A imagem mostra também um carro a tratar de estacionar em cima do passeio, completamente alheio ao facto de a carrinha estar bloqueada, ali bem visível...

    Boas notícias para desenjoar II

    Caro Passeio Livre

    Em Março do ano passado enviei uma carta de protesto dirigida ao comandante do posto da GNR de Alcochete, a reclamar contra o estacionamento em cima dos passeios numa das escolas primárias da Vila. Também tenho enviado mensagens de protesto, com alguma regularidade, à CM Alcochete. Pois, nesta Terça-Feira, vi, com surpresa e satisfação, junto ao portão principal da escola, dois militares da GNR que impediam o estacionamento das bestas de aço em cima do passeio. Tal como aquela leitora de Lisboa refere, pode ser uma vez sem exemplo, mas os nossos protestos podem estar a surtir efeito e a mudar as mentalidades. Especialmente daqueles que têm a
    responsabilidade de fazer cumprir a Lei. Portanto, é preciso não esmorecer e continuar a protestar. Não é num dia que se muda um mau hábito adquirido ao longo de mais de 60 anos.

    Continuem com este serviço público.Leitor Identificado

    Boas notícias para desenjoar

    Boa tarde peões exaltados!

    Acabei de receber uma chamada telefónica que me surpreendeu tanto que resolvi partilhar!

    Tinha eu feito uma queixa no site da CML "na minha rua" sobre os carros estacionados no passeio, em segunda fila e nos lugares reservados a cargas e descargas nas ruas dos Lusíadas e Luís de Camões em Alcântara. Falo especialmente destas ruas porque é onde passam os autocarros que são obrigados a longas esperas por estes automobilistas. Ontem de manhã a rua estava o caos de sempre mas à tarde, o 738 passou sem espinhas!

    Não é que acabo de receber uma chamada telefónica da polícia municipal a dizer que por lá andaram a multar e a agradecer a minha participação. O agente ainda se desculpou da falta de meios e concluiu que é bem provável que tudo volte à mesma, mas que tentariam rondar de vez em quando. Disse-lhe que com insistência e consequencia as pessoas mudariam de atitude!

    Enfim, não sei se foi vez sem exemplo, mas fiquei com a sensação de  que começa a valer a pena protestar e se muita gente protestar haverá mudança.


    Afinal a questão é: somos mais os que querem andar livremente a pé no passeio ou os que querem poder lá estacionar na boa quando precisam?



    Leitora identificada

    Ainda o Algarve caótico

    Hoje em dia, e num mundo altamente competitivo, uma terra que viva do turismo não pode oferecer só sol e mar.Será que as autoridades que, um pouco por todo Algarve, permitem isto (e muito mais), não percebem essa verdade tão simples?

    O retrato de um Algarve que espera por si, todo o ano

    «Bem-vindo ao Algarve
    Algarve. Para onde quer que as atenções se virem, as cores da serra e do mar estão sempre presentes, numa aguarela em que ressaltam pontos dourados, verdes e azuis. A região é extensa e simpática, com clima mediterrânico, marcada pelos odores da maresia e das flores silvestres.

    Um passeio a pé pelo emaranhado de ruas, vielas e escadinhas do interior algarvio é a melhor forma de conhecer esta zona da região. Perca-se ainda na vastidão da orla litoral, tendo como fundo as mais belas praias da Europa, onde se avistam os recortes dos rochedos e as facécias das sombras que eles deixam no areal.
    (...)
    O retrato de um Algarve que espera por si, todo o ano»
    in site da Entidade Regional de Turismo do Algarve