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Oeiras mais à frente...

no que toca ao estacionamento selvagem. Oeiras é o município de Portugal com maior taxa de motorização. Os problemas daí decorrentes são óbvios: mais engarrafamentos, velocidade excessiva quando há estrada livre e, naturalmente, uma grande área do concelho destinada ao automóvel.

Além dessa área inicialmente destinada ao automóvel, aquela que não o era, vai passando a ser. Os passeios são escassos mas ainda lá cabem uns carrinhos. Das polícias, nada se espera pois desde há décadas que o incentivo ao automóvel, por parte da edilidade, estimula esse tipo de comportamento. O actual presidente da CMO é um digno herdeiro do estilo isaltinesco, e as decisões do executivo levarão a que se mantenha a tradição do estacionamento selvagem em Oeiras.

Oeiras mais à frente? não me parece




(contribuição recebida por e-mail)

QUERO POSSO E FAÇO!



Diz-nos o leitor que ao abordar o senhor que estacionou aqui ele retorquiu:

"Oh pá, se eu soubesse disso, estacionava todos os dias sobre a passadeira. Era uma boa maneira de ver o meu carro na internet!" 

Nós fazemos-lhe a vontade! Pode ser que aprenda qualquer coisa.

Quem faz e quem deixa fazer não tem vergonha na cara?


Lisboa - Av. de Roma
14 Mar 10 - 15h24m
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A senhora idosa que se vê na imagem pode agradecer as dificuldades com que se depara a uma "santa aliança" de três "entidades" que Lisboa bem conhece:
  • As bestas-quadradas que, todos os dias, estacionam impunemente neste passeio (carros, jipes, carrinhas - e até camionetas!).
  • Os fiscais da EMEL e agentes da PM e da PSP, cuja actividade é insuficiente (ou mesmo nula) permitindo a referida impunidade.
  • O idiota-chapado que meteu pilaretes em toda a zona menos ali - o que, por sinal, sucede em vários pontos de Lisboa, "criteriosamente escolhidos", como já tem sido referido e está amplamente documentado.
 *
NOTA: ao contrário do que se possa pensar (e é dito por um leitor, em comentário), no lugar da pedra arrancada nunca houve nenhum pilarete, como se pode confirmar [aqui]. O que houve - isso sim - foi um pino de plástico que alguém ali colocou e que, durante duas semanas, fez mais pelos direitos dos peões do que uma legião de fiscais - ver [aqui].
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    Ainda as cargas e descargas



    Um pequeno veículo, ligeiramente em cima do passeio, quase em cima da passadeira e por muito pouco tempo, claro!

    Nesta foto podemos ainda testemunhar a clássica partilha da passadeira entre automóveis e peões, a forma "Vai passando que eu passo também" que quando se acrescentam crianças à equação pode tornar a coisa menos previsível e muito mais perigosa. É o mesmo que dizer "estou-me a cagar para as passadeiras e para os peões".

    Mais difícil ainda!

    Av. Pascoal de Melo
    .
    HÁ QUEM, além de estacionar num passeio, o faça no enfiamento de uma passadeira de peões - conseguindo, com isso, ser duplamente irritante. Ora, o condutor deste carro esforçou-se por fazê-lo, mas com duas passadeiras a 90º, e o facto de haver lugares vagos por perto só valoriza o seu esforço!

    Emergência!... mas cuidado para não estragar a pintura do popó.


    Viva,
    Estou a escrever para vos oferecer um exemplo didáctico que ilustra cabalmente uma das razões para não se estacionar em cima do passeio. Eu sei, como se o bom censo não fosse o suficiente para não se estacionar em cima do passeio!Enfim...
    Neste prédio houve hoje uma inundação (curiosamente também ela fruto da falta de civismo). Os bombeiros foram chamados para cortarem o abastecimento de água ao prédio, foi necessário proceder assim dado que o problema era na escada. Infelizmente não puderam trabalhar convenientemente dado que estava um automóvel estacionado em cima do passeio com a roda da frente a uns dez centímetros da válvula de segurança do prédio. Ora, quem conhece a ferramenta usada para fechar estas válvulas sabe que a haste tem uns 60 ou 70 centímetros logo não podia trabalhar naquele lugar com o automóvel a impedir o fácil acesso.
    Em resultado do atraso em fechar a válvula os estragos na escada poderiam ter sido muito menores dado que a maior parte do tempo usado para resolver o problema foi usado em deliberações sobre a melhor forma de actuar sem danificar o automóvel!
    Há nesta história vários problemas a destacar:
    * Em primeiro lugar o extremo cuidado que os bombeiros tiveram em não danificar o carro. Pediram mesmo a alguns vizinhos para emprestarem toalhas para proteger o automóvel. A avaliar pelo que vemos em filmes estrangeiros a primeira coisa que um bombeiro deveria ter feito seria arredar o automóvel,não muito preocupados com os estragos que pudessem fazer. Estando nós no país em que estamos não me admirava nada que os bombeiros fossem responsáveis pelos estragos que fizessem! Seria interessante os leitores do blog clarificarem este ponto.
    * Quando finalmente os bombeiros perceberam que não conseguiam trabalhar desta forma (depois de terem riscado o carro algumas vezes!), decidiram finalmente arredar o automóvel. Só nesta altura é que a dona do veiculo gritou de um segundo andar e removeu o automóvel. Notar que não foi chamada a policia, e não foram pedidas responsabilidades. Notar também a apatia da proprietária do veiculo. Terá sido por má consciência que não foi retirar o automóvel?
    * Já pedi à CML para colocar pilaretes pelo menos à frente das portas dos prédios, até agora sem sucesso. Também já sugeri à CML a reordenação do tráfego nesta zona por forma a aumentar o número de lugares de estacionamento disponíveis, também sem resultados.
    Toda esta história se passou na Rua Leite Vasconcelos em Lisboa.
    É claro que podem utilizar o conteúdo deste mail da forma que vos for mais conveniente.
    Obrigado,

    o anexo

    Quando a tralha já não cabe na marquise!
    (Situação a 400mt do parque do Restelo da Divisão de Trânsitio da PSP)

    Estacionamento em dias de futebol

    «Caros amigos,
    Aqui vai mais uma modesta contribuição de um automobilista que cada vez utiliza menos o automóvel.
    Ainda nem começou a partida de futebol mas os automóveis já estão a destruir tudo à volta.
    Cabe perguntar o que estará errado, os jardins ou os popós? E para que servirão aquelas listas brancas na estrada?
    Cumprimentos»
    Contribuição de um leitor, 09Mai09





    Rua Fernão Mendes Pinto, Lisboa

    «Rua Fernão Mendes Pinto, em Lisboa; utilizada como atalho para fugir ao transito da Av. da Índia, logo se é para fugir ao transito é para o fazer depressa, o único pequeno inconveniente (que chatice) é a existência de 3 escolas primárias e de umas pinturas rupestres na via (passadeiras), que não se sabe bem para que servem, mas por onde umas pessoas completamente doidas ainda insistem em tentar atravessar.»
    Contribuição de um leitor, 06Mai09




    Vá para fora cá dentro

    Boa noite!

    Junto em anexo um excelente exemplo de civismo de um condutor espanhol que todos os dias, pelas 10h estaciona a sua lata sempre neste mesmo sítio, para evitar fugir aos parquímetros. Por volta das 20h, sai do trabalho e vai para casa contente da vida.


    No outro dia volta a fazer exactamente o mesmo.Este condutor sabe que em Portugal jamais será autuado, ao contrário do que certamente aconteceria em Espanha.
    A foto é em Miraflores, freguesia de Algés, concelho de Oeiras. Espero que a publiquem, pois é bem demonstrativa.

    Um abraço.
    Contribuição de um leitor

    Uma história em Portimão

    Na avenida onde moro existe uma esplanada e mesmo em frente há uma passadeira que faz a ligação entre os dois passeios da avenida. É raro o dia em que não há um "inteligente" a parar ou mesmo a estacionar sobre a passadeira, mas a cena mais caricata a que ali assisti, passou-se há dias quando um "doutor" chegou com um enorme Mercedes preto e nem se preocupou em procurar lugar para estacionar a máquina.

    Como queria ir tomar café na esplanada, estacionou mesmo sobre a passadeira ocupando-a por completo, sem a mínima preocupação com a monstruosidade que estava a cometer. Saiu do carro como se tivesse estacionado num parque pago e sentou-se na esplanada com um ar emproado de rei e senhor.Acontece que na minha mesa estava uma amiga daquelas com pêlo na venta e que não gostou nada de ver a passividade com que todos aceitaram o facto e ficaram calados. Levantou-se da mesa, dirigiu-se à passadeira e colocando-se a meio do carro, voltou-se na direcção da esplanada e perguntou ao "doutor":

    "E agora, como é que eu passo?"A besta sem fazer a mínima intenção de se levantar e retirar o carro, acabou de acender o cigarro, expeliu uma baforada de fumo e num ar de gozo respondeu-lhe: "Olhe, passe por cima!"Foi o que a minha amiga quis ouvir! Não esteve com meias medidas e cá vai disto. Pulou para cima do capô do carro e saltou para o lado de lado do mesmo, deixando bem visível na pintura a marca das sapatilhas.O "doutor" saltou-lhe a tampa! Enquanto a minha amiga continuava a travessia da passadeira, o selvagem levantou-se (finalmente) vociferou, esperneou, chamou-lhe tudo, insultou-a e só não continuou o espectáculo porque nem ela voltou para trás nem ele sentiu qualquer apoio de quem estava na esplanada.

    Vendo que estava a fazer uma triste e ridícula figura, acabou por pagar o café, meteu-se no carro e cobardemente (como todos estes "valentões") meteu a mão fora da janela e fez o habitual gesto com os dedos, tão do agrado deste género de bestas que se julgam reis e senhores da via pública (incluindo os passeios).Quando a nossa amiga voltou, fizemos uma festa e ficamos com a certeza de que pelo menos por aqui, o energúmeno ficará com pouca vontade de voltar a estacionar sobre a passadeira.

    Um contributo do leitor Faísca