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Secretário-geral do Gabinete de Segurança Interna ferido em acidente


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Os dois responsáveis dirigiam-se para o Ministério da Administração Interna (MAI), para assistirem à cerimónia de tomada de posse dos governadores civis. O acidente envolveu duas viaturas - aquela em que seguia Mário Mendes, que pertencia ao Ministério da Administração Interna, e uma outra da Assembleia da República.

Ambos os responsáveis feridos foram transportados para o Hospital de S. José. Para além de Mário Mendes e de Paulo Lucas, deram entrada no mesmo hospital o motorista e um elemento do Corpo de Segurança Pessoal.

Segundo uma nota do hospital, emitida depois das 21 horas, todos os feridos estão em "situação estável com prognóstico favorável". Mário Mendes está a ser submetido a uma intervenção cirúrgica à face e Paulo Lucas está a realizar exames complementares.

O acidente teve lugar sensivelmente a meio da avenida, perto do Cinema S. Jorge. No local estiveram três ambulâncias do INEM e duas viaturas dos bombeiros para desencarcerar as vítimas.

Sabe-se que as viaturas envolvidas eram dois carros descaracterizados de alta cilindrada que seguiam em alta velocidade e que o embate projectou uma das viaturas contra um semáforo e uma placa publicitária. Um dos automóveis envolvidos pertence ao parque automóvel da Assembleia da República, confirmou ao PÚBLICO o chefe de gabinete do presidente Jaime Gama. "Na viatura seguiam dois motoristas do Parlamento mas não sofreram qualquer ferimento."

O acidente provocou problemas de circulação em toda a baixa da cidade e afectou também a zona do Marquês de Pombal e Saldanha. O trânsito foi desviado para as artérias laterais da avenida.


Ministrou visitou feridos no hospital

O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, visitou os feridos do acidente, tendo saído do Hospital de São José sem prestar declarações.

Fonte oficial do hospital confirmou à Lusa que o ministro Rui Pereira esteve no local, "foi visitar todos os doentes e foi-se embora".

O director nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP), Francisco Oliveira Pereira, esteve também no Hospital São José, tendo igualmente abandonado o local sem prestar declarações.

Fonte: Público
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Nota do Passeio Livre:

No google street view está documentada uma das maiores vergonhas da cidade de Lisboa. O passeio da Rua Henriques Nogueira, traseira da Câmara Municipal de Lisboa está constantemente ocupado por lugares reservados do Ministério da Administração Interna em cima do passeio.

Os polícias, como se vê na foto são totalemente coniventes com a situação e até têm uma esquadra que faz esquina com esta rua. Existe mesmo um sinal a institucionalizar o abuso.

Esta notícia e este passeio ocupado são apenas uma imagem do desleixo e leviandade que existe em relação à segurança interna de um país. Nomeadamente, a rodoviária.

Sintra (Portugal), Carcassonne (França) e Marvão (Portugal)

Centro histórico de Sintra ("Vila Velha"), Património da Humanidade, Verão de 2009.

A 1ª imagem mostra parte de um grande parque de estacionamento (gratuito) que existe mesmo junto do centro histórico. Está quase vazio.

A 2ª imagem mostra o centro da Vila Velha. Cheio de carros. De manhã e de tarde, é frequente encontrar-se aqui um ou dois agentes da polícia, para fiscalizar o estacionamento. Apesar de os agentes fecharem os olhos a quase tudo (mesmo aqui há carros a bloquear a passagem de peões, perante a indiferença da polícia), a sua presença contribui para que os automobilistas normalmente não arrisquem (quando os agentes se vão embora, é o pandemónio...).





Mas logo nas ruas ao lado começa o triste espectáculo dos passeios ocupados por carros, tendo os residentes e os turistas que circular no asfalto, no meio do trânsito (constante) de carros (imagens 3, 4 e 5). Uma placa bem visível (6ª imagem) ainda tenta disuadir os automobilistas de ir de carro para a Quinta da Regaleira: são só 5 minutos a pé, diz a placa. A verdade é que nem 5 minutos são, e o percurso é acessível a qualquer ser humano com mais de 3 anos e menos de 80. Mas os turistas portugueses insistem em levar os carros, que depois estacionam nos passeios (imagens 7 e 8). Entre outros turistas muito pouco satisfeitos com isto, vi uma espanhola com um carrinho de bebé, irritadíssima por ter de andar com o bebé no asfalto. São as férias dela. Voltará a Portugal? Duvido muito.









  
  

Por aqui existe um excelente serviço de "shuttles" que circulam durante todo o dia, com grande regularidade (10 a 15 minutos), com paragens na Vila Velha, na Relageira, no Castelo, na Pena, etc. Os estrangeiros utilizam-nos, os portugueses não. A Vila Velha de Sintra podia bem ser vedada ao trânsito (excepção para residentes). Assim não é fácil andar aqui a pé, até porque os passeios, mesmo quando não têm carros em cima, são incrivelmente estreitos. Está muito longe de ser agradável ser turista em Sintra.

Cidadela de Carcassonne, Património da Humanidade, França.

Estamos perante uma área maior do que a do centro histórico de Sintra. Mas os turistas não entram aqui de carro. Os carros ficam estacionados fora das muralhas, em descampados que servem de parques de estacionamento. O estacionamento implica o pagamento de uma taxa. Os turistas que têm alojamento reservado dentro da cidadela deixam o carro fora das muralhas (num sector de estacionamento específico) e são gratuitamente transportados (com as bagagens) em pequenas carrinhas até ao hotel. Dentro da cidadela, todos os turistas andam a pé e, claro, não há carros em cima dos passeios (imagens 9,10 e 11). E não é por isso que Carcassonne deixa de ter visitantes: pelo contrário, é um dos principais destinos turísticos de toda a França...







Marvão

(últimas duas imagens), pequena vila amuralhada do Alentejo, candidata a Património da Humanidade, é muitíssimo mais pequena do que Carcassonne, e por isso mais se justificaria uma solução do tipo da que existe nessa cidade francesa. Fora das muralhas, já existem parques de estacionamento com lugares de sobra para toda a gente. Mas os carros podem entrar livremente nas muralhas e, como estamos em Portugal, os abusos são frequentes. Durante o Verão, e no resto do ano aos fins-de-semana e feriados, é banal encontrar-se carros nos locais de passagem dos peões. Em tempos existiu um projecto para vedar o trânsito automóvel no interior da vila (com excepção para residentes), mas a ideia mereceu tal oposição dos comerciantes locais que acabou por ser metido na gaveta...