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Onde pára a polícia?

«Ontem passei na Baixa e, perante um panorama do uso e abuso regular e sistemático do estacionamento em cima dos passeios (que por si naquela zona já são pequenos) ao estilo «quatro-piscas» («é só um minuto»/«estou a trabalhar»), não se vê um único polícia (pelo contrário, vi um autocolante do PL num Mercedes com ar de «viatura oficial/pode estacionar onde quiser»).
Pergunto-me: Onde estão os polícias?
É uma pergunta honesta, não estou com ironias, gostava mesmo de saber onde estão os agentes (nas esquadras? de baixa? a fazer serviços gratificados nos centros comerciais?)
Um problema que se resolvia facilmente – o do estacionamento na Baixa lisboeta – com meia dúzia de polícias nas esquinas munidos de um simples apito, mas não se vê nenhum.
Vê-se muitos a passar de carro ou mota de um lado para o outro, sem nunca pararem perante as infracções – o que me leva a outra pergunta, igualmente honesta, para onde vão?
Alguém tem resposta para isto?»
Comentário postado neste blog por um utilizador identificado como «Onde pára a polícia» em 2 de Junho de 2010 13:48

Pilarete Humano!

«Eram cerca de 9:45h da manhã de quarta-feira, 19 de Maio, quando, voltando a casa depois de deixar a minha filha na creche paroquial de Oeiras, encontrei, entre outros, o carro com a matrícula XXXXXXXX estacionado no passeio da rua José Falcão, em Oeiras, de tal maneira que tive de andar de lado para passar entre o retrovisor e a parede. Quando passava pela frente do carro, percebi que os piscas tinham-se acendido e apagado. Olhei para trás e vi que uma senhora o tinha aberto e, que se preparava para entrar no carro. Disse-lhe que aquele carro, estacionado como estava, agredia-me. Ela respondeu-me: "Ah é? Óptimo!". Diante de semelhante resposta, pus-me, no passeio, em frente ao carro, e tentei inicialmente telefonar à Polícia Municipal. Atendeu-me um sinal de fax. Tentei então telefonar à PSP. Enquanto o fazia, a senhora saiu do carro e empurrou-me enquanto gritava: "Sai, sai que já me estás a irritar", "Se não queres morrer sai da frente porque eu vou passar por cima". Eu deixava que a senhora me empurrasse mas, quando ela entrava no carro, punha-me outra vez no passeio à sua frente. Depois de duas tentativas, consegui falar com a PSP, que se pôs a caminho do local. Em dado momento, alguém disse à senhora que a Polícia estava a caminho. Pouco depois, a senhora pôs o carro em andamento - não suficientemente rápido para me magoar mas suficientemente pesado para me derrubar sobre o capot. Com o carro já inteiramente fora do passeio, a senhora parou e eu saí do capot. Pouco depois (não mais de 5 minutos), chegaram dois agentes da PSP. Nem a senhora nem o seu carro estavam então no local. Quando eu estava a contar o que acontecera, vi que a senhora voltava ao local. Os agentes tomaram o cuidado de nos manter sempre à distância, de maneira que não sei o que essa senhora lhes disse. Sei apenas que também eu contei a minha versão dos acontecimentos e que ambos fomos identificados.


Duas senhoras que assistiram à cena aceitaram testemunhá-la.»

Mário Negreiros

«...abordei por 4 vezes agentes da autoridade...»

Este e-mai foi enviado para:
pm@cm-lisboa.pt, dmpcst@cm-lisboa.pt, sopdt.lisboa@psp.pt,
Com conhecimento ao PL

«Ex.mos Srs.,
O motociclo visível na fotos anexas, encontra-se sistematicamente estacionado sobre o passeio da Calçada da Patriarcal, junto ao Príncipe Real.
Como se não bastasse, ocupa ainda toda a largura do passeio obrigando o peões a circular na faixa de rodagem, colocando em risco a segurança destes.
Esta situação é inadmissível pela forma abusiva de ocupação do espaço público e desrespeito para com os peões!
Chama-se deste modo a atenção às autoridades competentes, e solicita-se a sua actuação em conformidade
Faço notar que nos últimos 2 meses, abordei por 4 vezes agentes da autoridade que se encontravam na proximidade, incluindo agentes da Polícia Municipal e da Divisão de Trânsito, sem que a situação descrita se tenha alterado.
Grato pela atenção, cumprimentos,»

MAIS FRUTALMEIDAS (PARA DESENJOAR DAS AMÊNDOAS)

«Eu sei, é um grande acontecimento, mas nem sei se o condutor foi multado, pois deu as justificações do costume: "não tinha onde parar (a 5 metros)".
À boa maneira portuguesa, ouvi o condutor de outra carrinha, que até estava em segunda fila a fazer descarga, a perguntar a ele: "Safaste-te?". Por sinal, o mesmo condutor que ontem tinha ocupado todo o passeio. Pelo menos a carrinha é a mesma.»
Contribuição de um leitor.

PSP e Polícia Municipal recusaram comparecer no local

Caro Peão Exaltado.

Não sei se o vosso blog aceita colaborações que reportem situações em Lisboa, ainda assim arrisco, e já em desespero de causa, uma vez que a PSP e Polícia Municipal recusaram comparecer no local.

Dia 18 de Janeiro liguei por duas vezes para a Brigada de Trânsito da PSP.

Dia 19 de Janeiro liguei uma vez para a Polícia Municipal.

Ambas as Polícias responderam que seria necessário formalizar a queixa, e que a actuação nunca poderia ocorrer no próprio dia. Sendo esta uma situação de perigo iminente, uma vez que os oito veículos estacionados ilegalmente na faixa de rodagem, impendem a passagem de veículos de emergência de maiores dimensões, pergunto-me se não bastaria um simples telefonema para que actuassem. Sei que estou a fazer a avaliação correcta, porque a polícia por vezes bloqueia carros nesta zona, é pena que apenas o faça trimestralmente.

A polícia recusa-se a actuar, a quem faço queixa da polícia? Liguei para o Centro de Atendimento ao Munícipe, e a operadora disse-me que não poderia fazer queixa dos colegas (Polícia Municipal), e recomendou que eu escrevesse ao Presidente. Pergunto-me, deverá ser o António Costa, pessoalmente, a resolver todos os casos de estacionamento ilegal em Lisboa? Não pode ele confiar na Polícia Municipal?

O carro da Brigada de Trânsito que aparece nas fotos, só apareceu no local, porque houve dois veículos que embateram.





8 veículos em cima do passeio. ( R. Lúcio De Azevedo )






7 veículos em cima do passeio. ( R. Lúcio De Azevedo )






8 veículos estacionados na faixa de rodagem, impedindo o acesso de veículos de emergência de maior dimensão (O citroen que aparece à esquerda, é um dos veículos sinistrados) ( R. Ginestal Machado )







4 veículos em cima do passeio. ( R. Ginestal Machado )

Com os melhores cumprimentos,



RR

O oito e o oitenta

AO CONTRÁRIO do que é habitual, neste caso não tem muito interesse saber-se o local onde a foto foi tirada. O importante é que é paradigmática de uma certa forma de actuar, por sinal comum à EMEL e à Polícia Municipal de Lisboa:

Tanto são capazes de passarem ao pé de situações escandalosas de estacionamento-selvagem e não fazerem nada, como darem vazão à sua autoridadezinha fazendo o que a foto documenta...