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Rua Padre Anchieta, Agualva, Sintra

«Caríssimos,
Já tinha enviado uma contribuição exactamente do mesmo local, mas esta noite o abuso era mesmo ridículo.
37-01-IN
78-79-DJ
89-15-HC
Habitualmente há sempre um carro mal estacionado, que obriga a fazer um ligeiro desvio ao percurso, mas hoje o peão deparava-se com esta verdadeira muralha de Fiesta e Golf, cujos condutores fizeram o favor de nos deixar cerca de 50 centímetros ali à beirinha da estrada. (vista1.jpg, vista2.jpg, vista5.jpg)
Quando passei, já algum peão demasiado exaltado tinha tentado passar entre o Fiesta e a parede, com os efeitos nefastos daí decorrentes para o espelho retrovisor lateral. Eu, como esgotei o meu stock de autocolantes, limitei-me a deixar uns bilhetes no limpa-pára-brisas. O outro peão ainda não deve conhecer os efeitos terapêuticos do autocolante. Por falar nisso, estou a precisar de uns, depois podemos combinar...
Já antes desse pedaço de passeio, o peão tem que percorrer um passeio que se viu invadido por estacionamento em espinha, quando antes era paralelo à via, a pretexto de umas obras que ali decorrem. Isto até se aceita, excepto quando o automobilista tem medo que lhe impeçem batam na gigante cauda do seu pequeno utilitário, e deixa apenas uns 30 centímetros de passeio livres.
Surpresa das supresas, cerca de 60 metros à frente, encontram-se uns 10 lugares livres (vista4.jpg). Na fotografia aparecem uns 5, do outro lado da rua haveria outros 5.

Envio também outra fotografia do Martim Moniz, onde o espaço dos peões é delimitado por um lancil; obviamente surgem logo a seguir campeões como esse.»
Contribuição de um leitor

Sintra (Portugal), Carcassonne (França) e Marvão (Portugal)

Centro histórico de Sintra ("Vila Velha"), Património da Humanidade, Verão de 2009.

A 1ª imagem mostra parte de um grande parque de estacionamento (gratuito) que existe mesmo junto do centro histórico. Está quase vazio.

A 2ª imagem mostra o centro da Vila Velha. Cheio de carros. De manhã e de tarde, é frequente encontrar-se aqui um ou dois agentes da polícia, para fiscalizar o estacionamento. Apesar de os agentes fecharem os olhos a quase tudo (mesmo aqui há carros a bloquear a passagem de peões, perante a indiferença da polícia), a sua presença contribui para que os automobilistas normalmente não arrisquem (quando os agentes se vão embora, é o pandemónio...).





Mas logo nas ruas ao lado começa o triste espectáculo dos passeios ocupados por carros, tendo os residentes e os turistas que circular no asfalto, no meio do trânsito (constante) de carros (imagens 3, 4 e 5). Uma placa bem visível (6ª imagem) ainda tenta disuadir os automobilistas de ir de carro para a Quinta da Regaleira: são só 5 minutos a pé, diz a placa. A verdade é que nem 5 minutos são, e o percurso é acessível a qualquer ser humano com mais de 3 anos e menos de 80. Mas os turistas portugueses insistem em levar os carros, que depois estacionam nos passeios (imagens 7 e 8). Entre outros turistas muito pouco satisfeitos com isto, vi uma espanhola com um carrinho de bebé, irritadíssima por ter de andar com o bebé no asfalto. São as férias dela. Voltará a Portugal? Duvido muito.









  
  

Por aqui existe um excelente serviço de "shuttles" que circulam durante todo o dia, com grande regularidade (10 a 15 minutos), com paragens na Vila Velha, na Relageira, no Castelo, na Pena, etc. Os estrangeiros utilizam-nos, os portugueses não. A Vila Velha de Sintra podia bem ser vedada ao trânsito (excepção para residentes). Assim não é fácil andar aqui a pé, até porque os passeios, mesmo quando não têm carros em cima, são incrivelmente estreitos. Está muito longe de ser agradável ser turista em Sintra.

Cidadela de Carcassonne, Património da Humanidade, França.

Estamos perante uma área maior do que a do centro histórico de Sintra. Mas os turistas não entram aqui de carro. Os carros ficam estacionados fora das muralhas, em descampados que servem de parques de estacionamento. O estacionamento implica o pagamento de uma taxa. Os turistas que têm alojamento reservado dentro da cidadela deixam o carro fora das muralhas (num sector de estacionamento específico) e são gratuitamente transportados (com as bagagens) em pequenas carrinhas até ao hotel. Dentro da cidadela, todos os turistas andam a pé e, claro, não há carros em cima dos passeios (imagens 9,10 e 11). E não é por isso que Carcassonne deixa de ter visitantes: pelo contrário, é um dos principais destinos turísticos de toda a França...







Marvão

(últimas duas imagens), pequena vila amuralhada do Alentejo, candidata a Património da Humanidade, é muitíssimo mais pequena do que Carcassonne, e por isso mais se justificaria uma solução do tipo da que existe nessa cidade francesa. Fora das muralhas, já existem parques de estacionamento com lugares de sobra para toda a gente. Mas os carros podem entrar livremente nas muralhas e, como estamos em Portugal, os abusos são frequentes. Durante o Verão, e no resto do ano aos fins-de-semana e feriados, é banal encontrar-se carros nos locais de passagem dos peões. Em tempos existiu um projecto para vedar o trânsito automóvel no interior da vila (com excepção para residentes), mas a ideia mereceu tal oposição dos comerciantes locais que acabou por ser metido na gaveta...   



Não havia mais nenhum lugar...











Ontem vi a reportagem na televisão, e muito mais gente deveria ter visto, nomeadamente no bairro onde moro - Qta de Fitares, em Rio de Mouro (as fotos são da Av. de Fitares, junto ao escritório da Urbanil).

Então, e para começar o dia... colei o exemplar que podem ver nas fotos. Seriam umas 08:00 e o carrinho lá esteve até às 13:45. Neste espaço de tempo muita gente incomodou, nomeadamente o grupo de crianças do infantário junto - que se vê numa foto - mas também chamou a atenção de muitos transeuntes que iam junto do carro ler o autocolante, e que serão divulgadores do estranho evento.