A nossa "vantagem competitiva"


 Algumas destas imagens já são nossas conhecidas, outras nada têm a ver com passeios, mas talvez valha a pena incluí-las neste lote de carros estrangeiros pelo motivo que se passa a expor:

De vez em quando, há quem diga que o estacionamento selvagem é mau para o turismo, pois quem nos visita, vindo de países mais civilizados do que o nosso, procura algo mais do que «sol e praia» - valorizando, também, o ordenamento e o civismo (que não são, propriamente, a nossa especialidade).

Pois bem; pode ser que os nossos governantes e autarcas vejam o assunto por outro ângulo, e até venham a anunciar, nas revistas da especialidade, qualquer coisa como «Senhor condutor, venha a Portugal, onde poderá  fazer o que nunca faria na sua terra!» - e, a avaliar pelo que se vai vendo, essa é que deve ser a interpretação correcta.
Se assim for, só temos que nos congratular: abençoado país que tais gestores tem!
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Apontamentos de uma cidade com pretensões a destino turístico de qualidade

Fotos tiradas em Lagos, com poucos minutos de intervalo.
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A 1ª mostra o acesso a um parque infanto-juvenil na Rua da Gafaria: um carro cujo condutor (possivelmente um progenitor de uma criancinha) achou que podia entrar pelo passeio adentro e lá estacionar. E com toda a razão, pois nada acontece a quem o faz...

A 2ª, tirada no interior do mesmo parque, mostra como os adolescentes (urbanos e da classe média) têm sido educados - tais pais, tais filhos...

A 3ª, tirada ali ao pé (na Rua Dr. Francisco Sá Carneiro), mostra uma cena verdadeiramente criminosa mas que já não espanta nem revolta ninguém: apesar de haver (em toda a zona e até ali ao lado) largas centenas de lugares de estacionamento gratuito, os peões (que, aqui, não têm passeio do outro lado da rua) circulam assim - como se fosse a coisa mais natural do mundo...

A 4ª, mostra um aspecto da zona pedonal (ornamentada com calçada portuguesa) junto à praça Gil Eanes, e não carece de grandes comentários...

Como é que aqui chegámos??? Atropelamento dentro de uma escola!!!

O Público noticiou "Duas crianças atropeladas no interior da escola" em Oeiras.

"Duas crianças foram atropeladas, nesta terça-feira de manhã, no interior da escola de S. Bruno, concelho de Oeiras. O acidente ocorreu por volta das nove da manhã, no pátio daquele estabelecimento de ensino, localizado em Paço de Arcos, quando uma carrinha de abastecimento do refeitório atropelou as duas crianças."

Como é possível?
Será que a invasão dos automóveis poderá ir mais além do que isto?
Provavelmente vamos assistir a uma justificação que insinue que as crianças estavam onde não deviam etc... Será que "Atropelamento" + "interior da escola" vai fazer soar a campaínha??

Ainda hoje, depois de deixar a minha filha na escola, assisti a vários automobilistas acelerar nas imediações e não dar passagem a peões e pensei: Devia haver uma alteração ao Código da Estrada que obrigasse a que todas as passagens de peões num raio de 500/1000mts de escolas fossem sobreelevadas para obrigar ao abrandamento de tráfego.
Os condutores não percebem que são crianças (como os seus filhos, sobrinhos) que circulam naquelas ruas e que a probabilidade de haver uma distracção de uma criança é bem maior do que no caso de um adulto.... porque o adulto em Portugal sabe que não é por estar numa passadeira que está mais seguro.

Passeios Livres??? Nem as escolas estão livres... Temos um grande caminho a percorrer, de facto.

PS: Além da ocupação dos passeios, também as manobras que se fazem para lá chegar e depois sair são bastante perigosas, que poderá ter sido o que aconteceu nesta situação.

Estacionamento ilegal em Miraflores e Algés

Bom dia,

Todos os dias, ao andar em Miraflores e Algés, sou confrontado com carros estacionados em cima dos passeios e em cima (ou imediatamente) antes das passadeiras. Isto sucede todos os dias e a todas as horas (do dia e da noite). Muitas vezes ando com os meus filhos no carrinho de passeio, e somos obrigados a ir para a estrada para conseguir passar. Já inúmeras vezes assisti a pessoas de cadeira de rodas a serem obrigadas a fazer o mesmo.

Telefonei umas tantas vezes para a Esquadra da PSP de Miraflores, a relatar o sucedido em relação à rua onde resido (R.Dr. Alfredo da Costa, em Miraflores) - por vezes dizem que vão averiguar, mas nunca vi quaisquer resultados. Inacreditável, foi uma das vezes um agente responder-me que nada fazem "pois as pessoas não têm onde deixar os carros"!!!! Curioso é haver frequentemente lugares vagos nas zonas com parquímetro...
Mas ainda assim, mesmo que não existissem mesmo quaisquer lugares disponíveis, que culpa têm as pessoas que necessitam de utilizar o passeio para andar, que quem infringe a lei, o faça porque "não tem onde deixar o carro"?Esta situação é ainda mais grave, no caso de pessoas de mobilidade reduzida.

Junto envio uma série de fotografias para ilustrar esta situação abusiva, (as mesmas foram tiradas apenas esta manhã, no curto percurso de minha casa para o meu trabalho na Rua da Eira, em Algés).

Bom dia,
 
Mais uma vez, e decorridos 2 meses desde o envio do meu e-mail original, venho por este meio perguntar o estado desta situação. Quer dizer, já recebi várias respostas "tipo" por parte da Polícia Municipal, da PSP e da CMO, onde dizem já estar a tomar as medidas necessárias, mas a situação mantém-se igual (como pode ser verificado pelas fotografias que hoje efectuei e envio em anexo).
 
Todos os dias ando por Algés e Miraflores, e a única fiscalização que vejo é efectuada pela Parques Tejo, que sempre que um veículo está indevidamente estacionado num lugar pago (ou seja, se não pagou), rapidamente se prestam a imobilizar a referida viatura, e a passar a respectiva multa. Perante isto, estacionar em cima do passeio, em cima ou antes de passadeiras, ou em outros locais ilegais, desde que fora do âmbito da fiscalização da Parques Tejo, é visto por muitos como a solução para quem não quer pagar parquímetro (isto porque são raras as situações onde os lugares com parquímetro estejam esgotados).
 
Mais grave se torna o estacionamento junto às escolas, onde o caos é ainda maior, onde o exemplo dado às crianças é o pior, e onde as mesmas estão mais vulneráveis a serem atropeladas. Por exemplo: perto do Jardim de Infância Luísa Ducla Soares, existe um parque de estacionamento com muitos lugares livres (a menos de 50m) - mas todos os dias, inúmeras viaturas insistem a estacionar mesmo em frente do Jardim de Infância, quer seja em cima do passeio, quer seja junto do portão - ou seja, na paragem de autocarros.
 
Todos os dias vejo viaturas da Polícia Municipal e da PSP a circularem nestas zonas, a passarem pelos automóveis mal estacionados, e sem nada fazer - mas das três uma: ou estão realmente ocupados noutra missão, ou não há mesmo vontade em resolver, ou então já acham tão normal esta situação que nem reparam nela. Quero acreditar que é a primeira, pois nenhum das outras opções me parece aceitável por parte de quem esperamos que faça cumprir a lei e defenda os cidadãos.
 
Bom dia,
 
Este é já o meu 4º e-mail, no espaço de quase 3 meses. Pouco mudou, e junto envio mais algumas fotos ilustrativas da situação - desta feita, algumas das fotos são de outros locais, embora todos eles sejam aqui na mesma zona. Na realidade, já comecei a ver uma tímida resposta por parte das autoridades - embora fique sem saber se actuam por iniciativa própria, ou apenas quando há queixas.
 
Foi o que sucedeu ontem, dia 22 de Maio. Telefonei para a esquadra da PSP de Miraflores a participar estacionamentos em cima do passeio, e em cima de passadeiras na R.Dr.Alfredo da Costa - pelos visto não fui o único, pois disseram-me logo que já mais alguém tinha participado. Por acaso estava na varanda, quando vi o carro-patrulha chegar. Vi sairem 4 agentes da viatura, e pensei que iriam autuar os veículos em transgressão. E assim o fizeram, a dois automóveis que se encontravam em cima do passeio (um terceiro que estava também aí estacionado, foi imediatamente removido pela dona, que assim que viu a viatura da PSP a estacionar, e se apressou em o retirar).
 
O mais surpreendente, foi quando vejo os agentes a regressarem ao carro-patrulha, ignorando (não sei se intencionalmente ou por distracção) os 3 automóveis em cima de passadeiras (e já agora, todos os restantes veículos que estavam numa zona onde é proibido estacionar - embora aqui não provoquem grande transtorno, uma vez que a via é bastante larga e de sentido único, não deixam de estar em situação ilegal). Voltei a telefonar para a esquadra a dar conhecimento da situação, mas não sei se houve mais alguma acção, pois não tive oportunidade de o testemunhar.
 
Nas fotos que seguem em anexo, podem ser vistas duas paragens de autocarro ocupadas por viaturas particulares (uma diante do Jardim de Infância Luísa Ducla Soares e outra em frente da Clínica Quadrantes, junto da PSP), estacionamentos em cima de passeios e passadeiras nos mesmos locais e, mais uma vez, na R.Dr.Alfredo da Costa , onde o abuso diário e permanente é já uma situação crónica.
 
Todos os dias continuo a ver as autoridades a ignorarem esta situação (como pode ser visto nas imagens tiradas junto da esquadra da PSP, por exemplo)
Tenho dificuldade em compreender como se permite este caos, com prejuízo para os cidadãos, com prejuízo para a autarquia e com prejuízo para o país!
 
 










contribuições enviadas por e-mail para o Passeio Livre e para PSP Oeiras e CM Oeiras


O exemplo da autoridade

Por favor denunciem este escândalo. Os passeios em frente da Polícia Judiciária em Lisboa foram "reservados" para estacionamento privado dos elementos da mesma. Chegaram ao cúmulo de colocar grades e fitas com identificação da PJ para dissuadir o comum cidadão de fazer o mesmo. Esta situação dura há anos, nem sequer é uma situação temporária, como se isso justificasse esta barbaridade.
É revoltante assistir ao facto de que a própria autoridade desrespeita a lei desta forma tão escancarada e pior ainda é a cumplicidade usual da autarquia.
Tendo em conta que existe um estacionamento da EMEL na mesma rua e um subterrâneo a menos de 100 metros, demonstra ainda mais a falta de respeito, competência e idoneidade de quem deveria fazer respeitar a lei.

Esta é uma situação que não se veria noutro país Europeu e espero que seja denunciada. Vergonhoso!












Contribuição enviada por e-mail

As Boas Causas

No Largo da Mouraria, em Lisboa, pessoal da Santa Casa valoriza, à sua maneira, a tão incensada calçada portuguesa.
Que diabo!, nem eles têm misericórdia de Lisboa?!

Naturalidade preocupante

Lisboa - Rua Actriz Virgínia
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 A foto fala por si: o condutor da carripana (decerto porque "estava a trabalhar!") fez o pisca, subiu o passeio tanto quanto pôde, e empurrou - por assim dizer - os peões para a faixa de rodagem.

Mas o que espanta é a naturalidade com que os peões como os da imagem (serão a maioria?) já aceitam situações destas como inevitáveis - sem, sequer, um resmungo, um olhar ou um comentário de reprovação.

Possivelmente, pouco há a fazer, até porque a "Santa Aliança" entre as duas cambadas (a dos que "fazem" e a dos que "deixam" fazer") continua a dar sobejas mostras de ser imparável, imbatível e - o que é pior - completamente impune.

Mais camionetas em placas pedonais

O blogue «O Carmo e a Trindade» publica várias fotos desta placa pedonal da Praça de Alvalade, em Lisboa, ocupada (e já há vários dias!) por uma mão-cheia de Mercedes e Volvos que ali fazem o seu parque de estacionamento privativo. Com a inestimável bênção de Santo António, da Polícia Municipal, da PSP e da EMEL, chegam a estar lá seis!
Ah!, e vale a pena ver, [AQUI], qual dos Mercedes foi multado!

Escolas de condução dão o exemplo

Olá,

esta escola é para mim a pior em exemplo. Lembro de vê-los usarem o passeio e ciclovia da Av. do Brasil como estacionamento e argumentarem que não estavam a fazer nada de errado. Lembro também do acordo explicito da Câmara de Lisboa com eles. Em Carcavelos, a situação não é diferente. Utilizam o passeio ("devidamente" mal rodeado de pilaretes) para estacionarem os veículos da auto-escola. Também não é difícil ver chegar um instrutor falando no telemóvel enquanto conduz. Esta auto-escola é um mimo, e tem na mão todas as autarquias para onde vai.
 
 
 
contribuição enviada por e-mail

«Olha para o que eu digo...»

Av. EUA, junto à Rua de Entrecampos
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Segundo se lê em cima, António Costa está muito preocupado com os que não se preocupam com as pessoas. Faz muito bem, mas podia começar "lá por casa". Ora repare-se onde o pessoal da sua autarquia colocou o vidrão: exactamente onde há uma paragem da Transportadora Ribatejana e duas da Carris!

Repare-se, também, na multa aplicada pela EMEL ao carro preto: é justíssima, pois está a estorvar uma  movimentada paragem de transportes públicos - algo que, nestes tempos de crise (em que eles têm de ser acarinhados) só lembraria a uma besta-quadrada...

Como Lisboa recebe quem a visita

Rua da Prata
9 de Agosto de 2011 - 10h21m
Av. de Roma, esquina com a Fr. Amador Arrais
2 de Setembro de 2011 - 17h 46m
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Estas duas imagens mostram turistas tomando contacto com as delícias do estacionamento selvagem em Lisboa. Repare-se, na foto de baixo, no facto caricato de o casal estar à espera que o sinal para peões fique verde!

Gabaste, estragaste!


 Lisboa - Av. EUA
31 de Agosto de 2011 - 13h12m
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Relatou-se aqui, recentemente (e em tom elogioso), que a Polícia Municipal de Lisboa (na sequência de uma reclamação escrita apresentada pelo leitor F. Cardoso) tinha reposto a legalidade neste local, obrigando o condutor da moto a estacioná-la de forma "melhor".
Pois bem. Ao fim de alguns dias em que assim foi, a situação actual é a que as fotos mostram. Ou seja: exactamente a mesma.
Só por curiosidade: como se sentirão (em termos pessoais e profissionais) os agentes, assim desrespeitados pública e reiteradamente?

Avenida da Liberdade, Lisboa

Eu estaciono em cima do passeio, porque tenho um carro espectacular!



Seja grande ou pequeno, isso não interessa nada.
É tudo deles!


Que bem arrumadinhas... na Avenida da Liberdade

 

A malta do...estamos a trabalhar


 



Várias contribuições enviadas por e-mail


Passeio Livre


 

 

Quando eles querem...!

Lisboa - Av. EUA
Agosto 2011

Há algum tempo, referiu-se, neste blogue, uma desagradável situação de um motociclista que, julgando-se rei-do-mundo, ocupava sistematicamente toda esta zona de passagem de peões - não só com a sua moto, mas também com uma gigantesca corrente.

Inconformado com a situação, o leitor F. Cardoso reclamou, por três vezes: inicialmente, junto de dois fiscais da EMEL presentes no local (sem qualquer sucesso) e, mais tarde (formalmente, e por escrito), junto da Polícia Municipal, juntando as fotos que o Passeio Livre divulgou na altura e que se podem ver [AQUI].

A boa notícia é que a sua reclamação foi atendida: não só a P.M. interveio, como os mails do leitor foram respondidos dando conta do que foi feito.
A nova situação (que parece manter-se) é a que a imagem mostra.
Ainda bem.

Como, em Lisboa, é acarinhada a calçada portuguesa


É bem possível que esta amostra de calçada portuguesa (que ornamenta a entrada principal do Palácio das Galveias - ao Campo Pequeno, em Lisboa) não tenha qualquer valor artístico.
É bem possível, também, que ela tenha sido construída por forma a suportar o peso das antigas carruagens e respectivas cavalgaduras. Esperemos, então, que resista aos veículos da autarquia - entidade que, como se sabe, tanto acarinha essa forma de arte urbana.

Quando eles querem...!


Porventura devido à "sugestão de protesto" aqui lançada, foi possível ver ontem (e, possivelmente, pela 1ª vez em muitas semanas!) um destes veículos ao serviço da Carris (cuja função é desimpedir as paragens e faixas BUS) a fazer o seu trabalho!
NOTA: números divulgados há algum tempo indicavam que, para os 600 ou 700km de linhas da empresa, havia 3 carros destes...

Sugestão de protesto










Do lado direito deste blogue indica-se que o estacionamento selvagem nas paragens dos transportes públicos também cai na alçada do autocolante do Passeio Livre - e, por extensão, de outras formas de protesto, desde que legais e pacíficas. Ora, dado o escandaloso aumento de preços dos transportes públicos (e que não vai ficar por aqui, como já foi anunciado pelo governo), propõe-se, hoje, aos leitores deste blogue, uma forma de luta que se passa a explicar:

Quem costuma acompanhar os comentários dominicais do Professor Marcelo Rebelo de Sousa sabe que ele tem o saudável hábito de responder a perguntas de leitores - mas apenas as que foram formuladas por muita gente. Assim, o que aqui hoje se sugere é que, de preferência nos próximos dias, os leitores do Passeio Livre escrevam para perguntasamarcelo@tvi.pt colocando, nos termos que cada um achar melhor, a questão que se pode resumir no seguinte:


«Se o aumento do preço dos transportes públicos é motivado pelo respectivo prejuízo, porque é que as autoridades (governamentais e autárquicas) não se preocupam minimamente em facultar-lhes condições de trabalho - nomeadamente no que toca a fluidez e mobilidade dos autocarros e eléctricos?»



Carris estima que o aumento de 1 Km/h na velocidade comercial resulte na diminuição do défice comercial verificado na empresa em cerca de € 5 milhões.