Testemunho de uma Mãe: Corre, corre, mamã, antes que venha algum carro!



Desde que me tornei mãe, há poucos meses, e que o tempo começou a melhorar, comecei a dar passeios em Algés com a minha bebé. Cedo me apercebi que atravessar a Avenida dos Bombeiros Voluntários, uma das principais artérias da cidade, com um carrinho de bebé é equivalente a participar numa gincana. Carrinhos de bebé e cadeiras de rodas vêm a sua rota impossibilitada não só por passeios demasiado curtos (alerta Câmara de Oeiras!!) como por condutores inconscientes e egoístas que não deixam um espacinho para o peão de quatro rodas. Eu, como condutora que também sou, passei a prestar mais atenção aos sítios onde estaciono e sinto necessidade de alertar quem ainda não se apercebeu da falta de consideração para com os peões.

Alguns exemplos de passeios intransitáveis:








Lá temos de fazer mais um desvio pela estrada…



Ups… Este condutor achou que já não bastava a inexistência de passeio por causa das obras, como ainda ocupa a pouca margem que nos restava para não termos de passar literalmente no meio da estrada.




Em plena Av. dos Bombeiros Voluntários este é um cenário recorrente. Tentamos passar e… é claro que o carrinho de bebé não cabe. Não nos resta alternativa senão…




… passar no meio da estrada. Corre, corre, mamã, antes que venha algum carro!

Os intocáveis

Um outro local intocável
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Há dias, mostrou-se aqui um "007" que, porventura à conta desse número, se achava autorizado a estacionar em cima do passeio.
Possivelmente, o condutor desta outra carripana deve pensar que, sendo um "7000", pode fazer 1000 vezes pior - e o certo é que tem razão, pois estaciona assim sempre que quer e lhe apetece (as fotos são de dias muito espaçados, mas a cena é recorrente) e não há notícia de que algum dia tenha sido incomodado.

Grande concentração de "veículos de emergência"!

Praça do Areeiro, um dos muitos locais "intocáveis" de Lisboa.
As fotos foram tiradas ao fim da manhã do passado dia 12, mas podiam tê-lo sido noutro dia qualquer.

PSP de Telheiras, outra vez em destaque e não por boas razões!

A PSP de Telheiras volta a ser alvo de queixas.
Desta vez, o (ainda mais) insólito aconteceu. Um carro-sucata foi plantado no meio de uma praceta pedonal!!

Alguém teve um acidente com o seu automóvel e o mesmo ficou completamente inutilizado, quiçá para sempre. Onde deixar o carro acidentado? "No passeio que foi transformado junto à minha casa!".
Já lá vão duas semanas, várias queixas à PSP, que fica a 500mts do local e a resposta foi a típica "Vou mandar passar lá o carro!" Mentira, claro!
Trata-se de uma situação grave, pois além do estacionamento de sucata, os vidros partidos e a chapa cortada e retorcida são um perigo, sobretudo para as crianças que são naturalmente curiosas e se aproximam para ver melhor.





Este largo, com campo de basket tem sido conquistado pelos automobilistas-moradores, que vêem nele um estacionamento desafogado.


Acontece que este largo é por vezes frequentado por crianças (não é mais por causa dos carros, claro!) e o acesso dos automóveis e as manobras de estacionamento põem em perigo quem ali passa, brinca ou joga à bola, como é óbvio.


[crianças a jogar à bola]

A PSP de Telheiras tem-se mostrado completamente ineficaz na defesa dos direitos dos peões. Trata-se de uma zona bastante acima da média, com boas condições para a circulação pedonal, mas ali, como noutros bairros, a impunidade é total.

Automóveis em cima de passadeiras, circulação e estacionamento em zonas pedonais, etc, etc, etc.
Não se vê a presença da PSP nas ruas e quando passam é de carro, ignorando completamente o que está à vista de todos. Seguem alguns exemplos (podiam ser muito mais).

[camião TIR em cima do passeio, na rua principal] 


 [Estacionamento e circulação na rua da Biblioteca, rua pedonal]

 [Passadeira na rua principal, sempre tapada com automóveis - o carro da PSP tinha acabado de passar]

[circulação por dentro do parque junto ao Metro, zona pedonal]

A PSP de Telheiras é uma vergonha e é só mais um exemplo do país de 3º mundo que somos.

[Enviado por um leitor]

QUERO POSSO E FAÇO!



Diz-nos o leitor que ao abordar o senhor que estacionou aqui ele retorquiu:

"Oh pá, se eu soubesse disso, estacionava todos os dias sobre a passadeira. Era uma boa maneira de ver o meu carro na internet!" 

Nós fazemos-lhe a vontade! Pode ser que aprenda qualquer coisa.

Portugal como «Parque Temático»

Lisboa, Rua dos Fanqueiros
13 de Maio de 2011 - 10h42m
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Pelo ar perplexo que estes turistas fizeram ao terem de se desviar para a faixa de rodagem, só se pode concluir que tinham acabado de chegar a Lisboa!
No entanto, também são inúmeros os casos de estrangeiros que, vindo até nós de carro, adoptam, a breve trecho, a prática lusitana do estacionamento selvagem. Pensando bem, o facto de poderem fazer cá o que nem sonhariam fazer na sua terra (e que os condutores portugueses também não fazem quando lá vão), deve provocar uma descompressão emocional agradável. E o facto de lhes podermos proporcionar momentos desses é uma mais-valia turística que, nestes tempos de crise, é preciosa!.

A malta do «Estaciono no passeio porque não há lugares!»

Na realidade, o carro que aqui se vê até nem está a estorvar muito. No entanto, a situação tem interesse na medida em que documenta - precisamente - o facto de esta gente galgar os passeios mesmo sem necessidade nenhuma. O que está em causa, nessas situações bizarras, é a afirmação saloia de "faço o que quero", um problema do foro psiquiátrico que ataca, com frequência preocupante, os condutores de veículos institucionais e topo-de-gama.

Outro caso semelhante é o estacionamento selvagem durante os fins-de-semana e feriados (quando o estacionamento é gratuito) em zonas onde não escasseiam lugares.

O «Passeio Livre» na SIC

Amanhã, 5ª-feira, dia 12 de Maio, o Passeio Livre deverá ser referido no programa «Boa Tarde», da Sic, na parte que começa cerca das 17h. O pretexto será a reportagem que o «JN» publicou no passado dia 25, e que se pode ler [AQUI].

Cuidado com o 007!

Lisboa, Rua Marquesa de Alorna
15h27m de 6 de Maio de 2011
São muitas as vezes que leitores denunciam o estacionamento em cima do passeio nas ruas transversais à Av. da igreja, em Lisboa - e esta é uma delas. A certa altura, a EMEL começou - e muito bem - a actuar, multando, bloqueando e até rebocando os carros em causa. Mas parece que, assim que os protestos abrandam, o mesmo sucede com a genica dos fiscais.

Esta sequência mostra uma senhora idosa que, ao ver o que a esperava ao longo do passeio, optou por atravessar para o outro lado da rua. Será que ela (tal como o fiscal da EMEL, que estava a poucos metros dali e nada fez) teve medo do 007 que se vê em 1.º plano?

Idem, versão motociclo

Embora a situação não seja tão gravosa como aquela que um veículo automóvel provoca, não deixa de ser curioso ver como o princípio do «estaciono no passeio porque não há parques!» se aplica, também, aos motociclos...

«Estaciono no passeio porque não há parques!»

O parque que se vê nas imagens de baixo (e a zona envolvente, de que a imagem de cima mostra uma parte)  está concessionado à empresa Futurlagos. No entanto, como a PSP não reprime o estacionamento selvagem na cidade, o resultado é este.

Boas colagens!

Hoje foram colocados quase 2,000 autocolantes no correio. Aos que nos escreveram, esperaram e desesperaram as nossas sinceras desculpas.

Não é fácil colocar milhares de autocolantes em envelopes, cortar, dobrar, colar...

Mas foi uma noite de verão de amena cavaqueira:


Não se esqueçam de contribuir e colaborar. A continuidade do projecto depende da vossa generosidade e boa memória:


Um grande obrigado a todos.

Passeio Livre

A malta do «Estamos a trabalhar!» e as madames das avenidas

Na realidade, e em termos estritamente de «Passeio Livre», só a foto de cima é que faria sentido afixar aqui: os rapazes do "estamos a trabalhar" (carrinha branca, em 1.º plano) acham que podem usar os passeios a seu bel-prazer - e parece que têm toda a razão, pois nunca são incomodados. No entanto, e de caminho, o fotógrafo acabou por apanhar uma outra cena característica - que não fica mal divulgar, pois documenta bem a utilização abusiva e impune das paragens da Carris, nomeadamente por pessoas que vão às suas comprinhas. Assim, as imagens completam-se, porque o que está em causa, no essencial, é a mais crassa incompetência (ou "deixa-andar") dos poderes públicos (autárquicos e governamentais) no combate à praga do estacionamento selvagem.

NOTA: Será que o FMI já viu como as finanças públicas melhorariam se fossem postos no olho-da-rua (e com justíssima causa) os "ceguinhos" cujo ordenado os contribuintes são obrigados a pagar (acompanhados pela respectiva hierarquia, evidentemente)?

Para os que dizem que deixam espaço para os peões passar

Envio algumas imagens que mostram como o pavimento dos passeios no Largo das Palmeiras, e por baixo do viaduto da Rua de S. Sebastião da Pedreira, se apresenta com grandes buracos devido ao estacionamento selvagem.
Os passeios estão quase todo o ano com buracos graças aos automobilistas irresponsáveis que fazem dos canais pedonais seu campo de manobra. 

Muito obrigado.

Atentamente,

SS


 

....e voltou a matéria prima!

Chegaram!

São 25.000 novos autocolantes, que já faziam falta, dado que os pedidos continuam a chegar, sinal que há ainda muita vontade de mudar o panorama do estacionamento em cima dos passeios.

Esta já é a 3ª emissão e desta vez voltámos ao desenho original do "gordo", que acabou por ser aquele que reuniu maior consenso. O original é sempre o original!

Agora que há autocolantes com fartura, toca a pedi-los e a combater este flagelo que é a invasão das latas/automóveis ao pouco espaço disponível para os peões.

Lembramos que os autocolantes são de borla, embora as contribuições sejam sempre bem vindas, porque o financiamento deste projecto depende disso, e claro, do voluntarismo (e €€€) de um conjunto de pessoas que mantém este projecto a andar, mesmo que por vezes, com menos pujança que o desejável.

Boas colagens!
O Passeio Livre

TVI: nós podemos tudo!


Correcção: Oops... de facto TVI e não SIC. Foi só para testar a atenção dos nossos leitores. :-)

Ai Lisboa, Lisboa... cada vez mais na mesma!

Uma grande parte dos passeios da freguesia da Sé não têm largura suficiente para a circulação pedonal (basta pensar na Travessa de Santo António da Sé com passeios de 20cm!); muitos outros, apesar da largura mínima para permitir a circulação dos peões, estão quase sempre indevidamente ocupados por carros e/ou caixotes do lixo - como podem ver pelas imagens da Rua da Padaria. 
 
Como é possível atrair novos residentes, famílias jovens como a minha com bébés, se os passeios dos arruamentos são tratados assim? É um desespero descer/subir com um carrinho de bébé a Rua da Padaria! São caixotes do lixo, espelhos retrovisores a dificultar a passagem com carrinhos de bébé ou sacos de compras, são sacos de lixo, móveis abandonados, etc. Por onde devo circular? No meio da faixa de rodagem? E quando chegamos à Rua dos Bacalhoeiros é outra cruz! Não era suposto existir ali uma rua pedonal? Mas o que vemos? Passeios minusculos e estacionamento em segunda e até terceira fila!
  
Alguns dos arruamentos da Sé deviam ter apenas serventia pedonal. Noutros casos já se deviam ter suprimido lugares de estacionamento para criar passeios que cumprem com a largura mínima de lei. 
  
Com os melhores cumprimentos,

MJ





1 ano depois....

Há um ano, foi reportada aqui (mais) uma situação de estacionamento abusivo em cima do passeio.

Foi em Telheiras mesmo na rua da PSP e até a frota da polícia gostava do estacionamento em espinha em cima do passeio em vez usar o (mais que suficiente) espaço legal ao seu dispor.

Soubemos depois que passado 15 dias do nosso post, a situação estava resolvida porque um residente de Telheiras decidiu apresentar um reclamação via e-mail à PSP (comando geral) usando o nosso post como evidência.
Desde então nunca mais voltou a haver estacionamento em cima do passeio, segundo o mesmo residente.

O que era assim, hoje está assim:


Entretanto, há neste bairro, a 30 metros do local, situações que são completamente ignoradas pela mesma PSP, portanto conclui-se que só mesmo a ordem superior, em termos de comando, fez a diferença.


Passeio a passeio, vamos libertar as nossas cidades desta espécie invasora!

Critérios e descritérios (Cont.)

Estas duas fotos foram tiradas uma a seguir à outra, na Av. da República, em Lisboa. O carro de cima foi alvo da atenção da SPARK (empresa "ao serviço da emel" - como diz o papelinho). Já os dois de baixo , em compensação, não preocuparam minimamente o funcionário da mesma empresa - que se vê a passar ao lado, como se nada fosse...